Rapidinha #01 – Estrutura Demográfica

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O CRESCIMENTO NATURAL E A TAXA DE FECUNDIDADE
O crescimento natural, ou vegetativo, é calculado pela diferença entre as taxas de natalidade e de mortalidade de uma determinada população. Enquanto a natalidade expressa o total de nascimentos em um período, a taxa de mortalidade aponta o total de mortes neste mesmo período. Quanto maior a diferença entre estas, mais uma população cresce (para taxas de natalidade maiores) ou decresce (para taxas de natalidade menores).
A taxa de fecundidade expressa o número médio de filhos por cada mulher de uma população. Os países com indicadores de desenvolvimento mais elevados, tendem a apresentar taxas de fecundidade mais baixas, ao passo em que nos países em que estes indicadores são mais baixos, a taxa de fecundidade tende a ser mais alta.

CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO NO SÉCULO XIX
Ao longo do século XIX, a Europa apresentava crescimento populacional médio na faixa de 1% a 1,5% ao ano, o que resultou em um aumento considerável em sua população. Tal crescimento foi resultado da expressiva queda nas taxas de mortalidade. A atividade industrial, que então começava a se desenvolver, proporcionou à população melhores condições de vida, assim como a atividade agrícola produzia de forma mais eficiente, ampliando a oferta de alimento.
Ainda em 1750, a população europeia era de 140 milhões e, um século depois, por volta de 1850, já havia alcançado 280 milhões de habitantes. Na Inglaterra, este crescimento de 100% no total de habitantes fora observado em cerca de 50 anos, duas vezes mais rápido que no restante do continente. Esta expansão se interrompe ao final do século XIX, em função da intensificação dos processos de urbanização. Até o final do século XIX, o trabalho infantil era comum, o que contribuiu para redução da natalidade.

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA
Ao longo do século XX, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, as taxas de mortalidade começaram a cair em alguns países, nos quais a urbanização se iniciava.
A descoberta dos novos medicamentos, como a penicilina, assim como o desenvolvimento da medicina preventiva e sanitarista promoveram a revolução sanitária, que levou as taxas de mortalidade a recuarem significativamente. Esta queda na mortalidade, acompanhada da manutenção dos elevados índices de natalidade, provocou um elevado crescimento natural nos países considerados menos desenvolvidos.
Este cenário fez com que as teses malthusianas viessem novamente a tona, originando até mesmo novas teorias, como a neomalthusiana, que tentavam justificar a pobreza partindo do elevado crescimento demográfico.

As teses de Malthus
Thomas R. Malthus fora um pastor anglicano que formulou, ainda no século XVIII, uma teoria demográfica. Nesta teoria, apresentada por Malthus em Ensaios sobre a população, Malthus aponta uma disparidade entre o total de alimentos produzidos e o crescimento populacional, os quais cresciam aritmeticamente e geometricamente, respectivamente.
A disparidade evidenciada por Malthus sugeria que não haveria alimentos suficientes para toda a população caso o crescimento populacional e o índice de produção agrícola se mantivesse. Esta disparidade foi se reduzindo com a chegada das máquinas ao campo, aumentando gradativamente a eficiência produtiva na lavoura.
O neomalthusianismo
Segundo o neomalthusianismo, as taxas elevadas de natalidade geram escassez de investimentos, enormes bolsões de pobreza e instabilidade político-econômica. Para se controlar efetivamente a natalidade, seria necessário abarcar métodos contraceptivos amplamente e de forma obrigatória, caso contrário, os gastos com investimentos demográficos não permitiriam investimentos nos setores produtivos, condenando os países a pobreza. Esta teoria foi muito defendida pelos movimentos ambientalistas da década de 1970, que sugeriam que o elevado crescimento demográfico nesses países causariam fortes impactos sobre os recursos naturais, e que o controle da natalidade seria uma eficaz maneira de se preservar o ambiente. Sabe-se entretanto, que os impactos ambientais provocados pelos países mais desenvolvidos, é superior aos dos países menos desenvolvidos, os quais apresentam taxa de natalidade muito superior.

TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
A transição demográfica é um fenômeno populacional no qual uma população tende ao equilíbrio sempre que suas taxas de natalidade, assim como de mortalidade diminuem.
Na primeira etapa deste processo, a taxa de mortalidade se reduz, ao passo em que a natalidade de mantém estável. Na segunda etapa, ambas encontram-se em queda, porém com intensidades distintas. Na terceira, a queda da natalidade é mais acentuada que a mortalidade. Em cada país, estas etapas ocorrem em momentos históricos distintos.
Durante a transição demográfica, nota-se um período em que o crescimento vegetativo cresce muito acelerado, até que em determinado ponto, passa a decrescer, acompanhando a redução da natalidade, uma vez que a mortalidade já encontra-se estável.

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