Rapidinha #17 – Era Vargas

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Mais uma Rapidinha do Galileo, e o hoje preparamos um resumo de História do Brasil que pode cair no ENEM e em outros vestibulares neste ano. Confira o novo texto sobre a Era Vargas:

Um pouco antes da Revolução de 30, na qual Getúlio chega ao poder, devemos entender o que era o Tenentismo. O país viveu desde a década de 1910 um movimento de jovens militares do Exército, Marinha e da Aeronáutica. Os jovens oficiais estavam identificados com a luta contra as oligarquias, contra a corrupção, e por regras eleitorais mais claras e justas. Este movimento ficou conhecido como Tenentismo. Entre os líderes tenentistas vários deles seguiram carreira militar ou política, como Luís Carlos Prestes e Eduardo Gomes.

Na eleição de 1930, Vargas disputou como candidato a presidência pela Aliança Liberal. Chegou em segundo lugar, mas denunciou que teriam ocorrido fraudes favorecendo o candidato paulista Julio Prestes, que representava as oligarquias cafeeiras. Uma grande mobilização civil e de militares alinhados com o Tenentismo levou Getúlio Vargas ao poder. Mas essa não seria a primeira vez que a política do café-com-leite fora quebrada.

A primeira vez foi na eleição de Hermes da Fonseca, em que os paulistas apoiaram o candidato Rui Barbosa, na chamada “campanha civilista”. No final da década de 20, Washington Luís tinha escolhido um paulista (Júlio Prestes) para sucedê-lo, o que causou certos protestos entre os mineiros, pela quebra da alternância entre os dois estados. O presidente do estado de Minas Gerais passou então a formar o que seria conhecido como “Aliança Liberal”, composta pelo candidato à presidência Getúlio Vargas, tendo como vice o paraibano João Pessoa, recebendo apoio óbvio dos mineiros e também do partido democrático de São Paulo, sendo este ligado ao setor urbano industrial.

A eleição, como era de se esperar, teve suas velhas falcatruas, como o desaparecimento de urnas, votos a mais, etc. O resultado foi óbvio, vitória do candidato do governo, mas um episódio em nada ligado à política provocou a revolução. Quando estava em uma doceria no Recife,  o então candidato a vice na chapa de Getúlio foi assassinado por motivos de ordem pessoal. O crime passional que matou João Pessoa foi elevado à categoria de político, porque o culpado seria o candidato vencedor ligado a São Paulo; pronto, estava criado o motivo para a tomada do poder. Getúlio Vargas mobiliza-se no Rio Grande do Sul e ao passar em São Paulo recebeu a adesão dos paulistas cansados dos cafeeiros; estava aberto o caminho para a tomada do poder. Sem resistências aparentes, Vargas depõe Washington Luís e toma o poder. Assim, termina a República Velha.

Com a tomada do poder, Getúlio Vargas passou a retirar dos governos estaduais e dos grandes municípios todos os que apoiaram a candidatura de Júlio Prestes, colocando interventores em seus lugares; somente no estado mineiro isso não ocorreu devido ao apoio dado pelo então presidente mineiro à candidatura de Vargas. O governo passou a dominar o país através de decretos-lei, pois a Constituição de 1891 fora anulada, até a chamada de uma nova Assembleia Constituinte, mas a demora de sua convocação faria eclodir uma revolução em São Paulo.

Pela falta de poder político em suas mãos, mas mantendo o poder econômico, a elite do café estava interessada na sua reabilitação, que seria conseguida por meio de uma nova Constituição, em que, é claro, dominaria as eleições; Vargas sabia disso e por isso demorava a realizar o novo pleito; porém, as críticas começaram e o presidente provisório passou a ser chamado de ditador. Após quase dois anos sem eleições, São Paulo passou a mobilizar vários estados que se mostravam insatisfeitos com Getúlio Vargas; a mobilização dos paulistas deixou o governo em alerta.

Após ter sido eleito presidente por quatro anos, Vargas continua implementando uma política nacionalista, procurando valorizar o capital nacional; suas posições ideológicas o aproximam do nazifascismo, sendo criticado por isso.

A corrida eleitoral previa a derrota do candidato de Vargas e, como também ele desejava manter-se no poder, foi feito um plano que levaria a um golpe de Estado. Em novembro de 1937, dentro do palácio do Catete, foi achado um plano comunista para a tomada do poder, o chamado “Plano Cohen”; era falso, sendo fabricado por um capitão ligado à AIB, Olímpio Mourão Filho, e encontrado pelos generais Góes Monteiro e Dutra; em 10 de novembro, com a “ameaça” de golpe, Getúlio Vargas decreta o estado de sítio instalando o Estado Novo.

Na verdade era uma ditadura clara e aberta, com o apoio das direitas; no mesmo ano de 1937 foi outorgada uma nova Constituição, chamada de “polaca”, pois era baseada na da Polônia; era centralizadora e autoritária, porque o presidente orientava a administração e a atividade legislativa do país; instalou-se a censura; voltaram os interventores e aboliram-se os partidos, fato que provocou protestos da AIB, que se sentiu traída por Vargas ao ser fechada.

Nesse período foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), órgão que promovia a imagem do regime e fazia às vezes de censura; junto com a polícia secreta de Vargas, eles controlaram a ditadura; para a centralização da administração foi criado o DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público). Visando sempre ao apoio popular, em 1943, Vargas lança a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em 1ode maio, dia do trabalhador.

Vendo a eminência da saída de Getúlio Vargas do poder, surge o “Queremismo”; campanha surgida em 1945, liderada pelo PTB, com o apoio do PCB, que lutava por uma Constituinte com Getúlio no poder. O lema “Queremos Getúlio” espalha-se fácil pelo país, ainda controlado pela política propagandista de Vargas; com faixas e muros pintados, o movimento se alastra e passa a usar as instalações do PTB. Os comunistas apoiavam Vargas no “Queremismo” com o objetivo de se aproximar das massas trabalhistas, pois, com a CLT, os trabalhadores estavam totalmente ligados à figura de Getúlio.

Um golpe dado pelos mesmos generais que o colocaram no poder em 1937, Goís Monteiro e Dutra, o retirou; ele não foi exilado, mas foi para a sua fazenda em São Borja, no Rio Grande do Sul; tinha início a República Liberal no Brasil, pelo período de 1946 a 1964.

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